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Contenção e limpeza do derramamento de óleo no Porto de Santos.

Após o vazamento de óleo combustível (bunker), ocorrido no dia 05/11/2017, oriundo de uma embarcação graneleira MV Golden Trader II, de bandeira filipina, os serviços de remoção dos resíduos e limpeza dos navios e dos terminais continuaram por mais duas semanas no local do acidente. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) quase 3 mil litros do produto vazaram do navio, atracado no Porto de Santos, no litoral de São Paulo.

Mesmo com a contenção do óleo vazado, muitas manchas acabaram se deslocando do local, mas conseguiram ser recolhidas. Agora, o foco nos serviços estão nos diversos pontos de contaminação nos cais dos terminais e nos cascos dos navios. Os trabalhos de resposta e limpeza estão sendo acompanhados por representantes do ITOPF (International Tank Owners Pollution Federation) e liderados pela Ocean Safer Ambiental, especializada no combate a emergências e prevenção ambiental, contratada pelo armador do navio.

A atuação contou com uma equipe formada por aproximadamente 36 profissionais, que se revezam nos trabalhos de limpeza do estuário, cascos de navios e defensas de amarração no cais em dois turnos de 12 horas. A Ocean Safer trabalhou em três frentes distintas. A primeira na limpeza do local compreendido entre o cais e o casco do navio na contenção do óleo que desagua das galerias, por meio de material absorvente e limpeza manual. A segunda frente ocorre no Armazém 37 com o jateamento de baixa pressão do costado do píer, que também foi atingido com o vazamento de óleo.

Já a terceira frente atua na outra margem do cais santista, no terminal da empresa Santos Brasil, onde dois navios atracados e operados pela empresa Aliança acabaram sendo atingidos pelo óleo, sendo necessária a intervenção da equipe de combate, principalmente na limpeza nos cascos das embarcações.

No primeiro momento o trabalho consistiu na instalação de barreiras para conter o vazamento, visando a preservação do ambiente e mitigação da extensão dos danos. Na sequência, os trabalhos foram para limpeza completa de todas as áreas afetadas, com o objetivo de deixar o local sem nenhum vestígio de vazamento.

Além do contingente de profissionais, os serviços contam com o auxílio de três embarcações de médio porte e quatro lanchas rápidas, que atuam no combate de manchas de óleo, na limpeza dos cais e dos navios, além do deslocamento do pessoal durante os trabalhos. Todo o trabalho foi supervisionado pelos órgãos ambientais; IBAMA, CETESB e Capitania dos Portos, além das seguradoras envolvidas no processo, que acompanharam todas as ações de combate desde o início do sinistro.

A emergência chamou atenção de grandes jornais, como o G1, A Tribuna e Correio do Estado. Veja abaixo as respectivas notícias:

Vazamento de óleo no Porto de Santos foi maior do que se imaginava.

Navio deixa vazar ao menos 3 mil litros de óleo no Porto de Santos.

Serviços de remoção do óleo que vazou de navio no Porto de Santos continua por mais essa semana.

Registros da emergência em Santos:

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Colaboradores trabalhando na contenção do vazamento. (17/11/2017)
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A limpeza do cais sendo realizada. (17/11/2017)

 

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